A Neutralidade Portuguesa na Europa da Revolução (1792-!807)
Sinopse
Em finais de Novembro de 1807 a Família Real portuguesa, a Corte, os membros do governo e o Conselho de Estado partiram para o Brasil, transferindo assim a capital política e administrativa do império português para o novo mundo. Reagindo à invasão francesa e espanhola, Portugal assumia em pleno a aliança com a Grã-Bretanha e terminava assim quinze anos de intensa actividade diplomática, essencialmente marcada pela defesa determinada de um posicionamento internacional neutralista.
Este livro analisar os caminhos difíceis da neutralidade portuguesa na Europa da Revolução, com suas dificuldades e possibilidades. Porque a Europa não se resumia à Grã-Bretanha, à França e à Espanha, este livro procura também compreender o posicionamento internacional de Portugal num quadro geográfico mais amplo, com particular atenção aos contactos e comércio mantidos com outras potências europeias tradicionalmente esquecidas (desde Nápoles aos países do Báltico), e cuja riqueza nos poderá surpreender.
Miguel Dantas da Cruz nasceu em Oeiras em 1975. Licenciou-se em História no Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE, tendo apresentado como tese de mestrado na mesma instituição o trabalho intitulado Portugal administração política e militar da América portuguesa do século XVIII, preparando como projecto de doutoramento o trabalho Dinâmicas de centralização no império marítimo português: O Conselho Ultramarino e a defesa do Brasil. Tem apresentado diversos trabalhos sobre a história política e institucional do império português do século XVIII. É membro do Centro de Estudos de História Contemporânea – Instituto Universitário de Lisboa.
Colecção: Politica Externa Portuguesa Autor:Ana Leal de Faria ISBN: 9789728799847 NºPags: 400 Acabamento: Formato: 18 x 27 PVP: 32.31€
Os Restauradores de 1640 revelaram grande sentido de oportunidade política, mas a conjuntura internacional, então favorável ao movimento português, podia rapidamente alterar-se graças à evolução de uma guerra, depois chamada dos Trinta Anos, a primeira de dimensões verdadeiramente europeias. Havia que intervir com agilidade e perspicácia de forma a justificar a legitimidade da independência. As primeiras embaixadas organizaram-se com invulgar rapidez, seguidas de um enorme esforço de consolidação de uma rede de informações e de um sistema de relações diplomáticas permanente.
Colecção: Politica Externa Portuguesa Autor:Fernando Abecassis ISBN: 9789728799632 NºPags: 278 Acabamento: Brochado Formato: 15 x 23 PVP: 20.14€
Tendo acedido à carreira diplomática em 1852 com 31 anos de idade, serviu o Estado nessa qualidade durante 40 anos, até 1892. Os últimos anos ao serviço da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros foram ocupados a fazer investigação para a história da diplomacia portuguesa. Diplomata em Roma, a sua grande e importante missão foi a defesa do Padroado português do Oriente.